Nascido em 1942 em Jaboatão dos Guararapes, interior do Pernambuco, Alberto de Cunha Mello era sociológo e jornalista.Atuou no Jornal do Commercio de Pernambuco, no Jornal da Tarde de São Paulo, na revista Pasárgada e na revista Continente Multicultural, dentre outras, além de ter atuado no Fundação Joaquim Nabuco como sociológo.Sua produção bibliográfica consta de 12 livros ao todo.Em 2002, foi pubicado seu último livro "Meditação sob os lajedos". Alberto da Cunha Mello morreu em setembro do ano passado (2007) e o Cineliterato vem aqui aproveitar do seu espaço na web para ajudar a divulgar postumamente a sua obra poética.
Arquivo do blog
-
►
2008
(25)
- ► 06/22 - 06/29 (3)
- ► 06/15 - 06/22 (4)
- ► 06/08 - 06/15 (3)
- ► 06/01 - 06/08 (2)
- ► 05/25 - 06/01 (2)
- ► 05/18 - 05/25 (2)
- ► 05/11 - 05/18 (3)
- ► 05/04 - 05/11 (1)
- ► 04/27 - 05/04 (2)
- ► 04/20 - 04/27 (3)
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Leiam abaixo um poema de um ex-contemporâneo poeta pernambucano.
Poema algum, nunca mais
será um acontecimento:
escreveremos cada vez mais
para um mundo cada vez menos
Para esse público dos ermos
composto apenas de nós mesmos,
uns joões batistas a pregar
para as dobras de suas túnicas
seu deserto particular,
ou cães latindo, noite e dia,
dentro de uma casa vazia.
Alberto de Cunha Mello.
Quanto vale ou é por quilo?
Reunindo um elenco brilhante (com nomes como Lázaro Ramos, Zezé Motta, Caio Blat, Danton Mello, dentre outros) "Quanto vale ou é por quilo?" é um filme nacional que aborda a questão da mercantilização da miséria - o chamado marketing social- por parte dos grupos empresariais pertencentes ao Terceiro Setor econômico (como as ONGs).Retratando paralelamente ao longo do filme duas distintas épocas da nação brasileira (século XVIII e XXI), esse filme, do diretor Sérgio Bianchi, nos mostra o modo como ocorreu e ocorre a formação e perpetuação do "establisment" social brasileiro através do estudo do modo de manutenção de sua dicotômica dinâmica sócio-econômica, que finda em tornar a solidariedade em um moeda de troca.Nos dias atuais, época de medidas governamentais como as diversas "bolsas" assistencialistas, as PPPs (Parcerias público-privadas) e a intensa privatização do patrimônio público, "Quanto vale ou é por quilo" torna-se um interessante estudo sócio-histórico sobre o "comportamento mercadológico" do brasileiro frente a um sistema (statu-quo) perante o qual somente os mais "fortes" e "espertos" (no sentido capitalista do termo) têm vez.Vale apena conferi-lo nas locadoras, principalmente pelas irônicas e atuais análises que esse filme realiza sobre o "jeitinho brasileiro" de ser, nos levando a refletir sobre ele. Título Original: Quanto Vale ou é por Quilo?
Gênero: Drama
Duração: 104 min.
Lançamento (Brasil): 2005
Estúdio: Agravo Produções Cinematográficas S/C Ltda.
Distribuição: Rio filme
Direção: Sérgio Bianchi
Roteiro: Sérgio Bianchi, Eduardo Benaim e Newton Canitto
terça-feira, 13 de maio de 2008
UM GRITO DE LIBERDADE - Filme relata a história de Steven Biko e propaga a sua mensagem de humanidade.
Esse filme, do diretor Richard Attenborough (o mesmo de Gandhi) e premiado com o Oscar da Academia de cinema de Hollywood, mostra a história real de Steven Biko (Denzel Washington).Steven Biko foi um dos maiores ativistas negros da Africa do Sul (racista e segregada) contra o Apartheid.Mas, ao propor um novo modelo de sociedade na qual negros e brancos pudessem viver em harmônia e acordo e tratarem-se mutuamente enquanto representantes legítimos de uma mesma e única espécie biológica (o ser humano), Biko foi assassinado e sua voz calada para sempre.O jornalista branco Donald Woods (Kevin Kline) arrisca, então, a própria vida e de sua família para levar ao mundo a mensagem sublime de Steven Biko.Enfim, esse filme é um grito de liberdade e igualdade entre os homens.Um filme para assistirmos e não esquecermos jamais, assim como a mensagem pela qual morreu Steven Biko. Procurem já nas locadoras.Não é lançamento, mas não se pode deixar de assistí-lo.FICHA TÉCNICA:
"Um Grito de Liberdade"
Título original: "Cry Freedom"
Inglaterra, 1987, 157 minutos.
Denzel Washington - Steve Biko
Kevin Kline - Donald Woods
Josette Simon - Dr. Ramphele
Wabei Siyolwe - Tenjy
John Matshikiza - Mapetla
Juanita Waterman - Ntsiki Biko
Direção: Richard Attenborough
Roteirista: John Briley e Donald Woods (Livros).
ESTAMIRA - LOUCURA E LUCIDEZ
Extremamente, extramente denso, Estamira, filme dirigido por Marcos Prado e lançado em 2005, vencedor de 25 prêmios nacionais e internacionais, conta a vida real da personagem de mesmo nome, uma doente mental de 63 anos de idade, que levou 20 anos catando lixo para sobreviver no Aterro sanitário do jardim Gramacho e vive com a família num casebre, tentando levar a vida, apesar de todos os percalços que enfrenta.Frente a todas as incertezas, dificuldades, impossibilidades e tragédias que ocorreram em sua vida, Estamira cria um mundo paralelo, calcado na descrença nos homens e no ceticismo religioso, para continuar a viver.Entretanto, apesar dos problemas psicológicos, das infortunas da vida e das tragédias reais e chocantes que o filme nos conta, Estamira é acima de tudo um incrível relato do sub-mundo de figuras humanas que muitas vezes preferimos esquecer e fingir que não existe ao nosso redor.Um relato verídico sobre a loucura como fuga da difícil realidade cotidiana: a realidade das diversas formas de exclusões sociais; da fome; da miséria econômica; do abandono e desespero; do egoísmo etc. Um filme para jamais ficar esquecido nas prateleiras das locadoras.INFORMAÇÕES TÉCNICAS:
Censura:10 anos
Diretor:Marcos Prados
Elenco:(documentário)
Nome Original:Estamira
Ano:2006
País:BRA
Duração:115 minutos
Censura:10 anos
Diretor:Marcos Prados
Elenco:(documentário)
Nome Original:Estamira
Ano:2006
País:BRA
Duração:115 minutos
domingo, 11 de maio de 2008
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Arquitetura da destruição - Filme retrata a formação e a fundamentação estéticas do Nazismo alemão.
O filme-documentário “Arquitetura da destruição”, do diretor Peter Cohen, divulgado no ano de 2006, aborda a temática do nazismo europeu (alemão), focalizando, notadamente, a sua genealogia e as ideologias antecessoras que inspiraram-no e influenciaram-no. Esse documentário tematiza, ainda, a relação direta que há entre a arte e a estética do Nazismo.Segundo o ponto de vista de Cohen, o diretor do filme, o nazismo pretendia “embelezar” o mundo através do resgate e revalorização da estética artística clássica (greco-romana) e de outras estéticas da arte que nessa se basearam (como a renascentista, por exemplo) em repúdio à arte judaico-bolchevique.Essa arte, para os nazistas, era uma “degeneração da modernidade”, fruto da miscigenação e mestiçagem modernas, que, segundo eles, constituía-se numa ameaça ao futuro e à permanência das sociedades arianas puras (como a austro-alemã).O documentário nos mostra, também, a relação estabelecida entre o Romantismo wagneriano e o pensamento de Hitler. Aquele compunha-se numa tríade que pregava o anti-semitismo, o culto ao povo nórdico e a pureza da raça enquanto condições necessárias para a preservação da raça e cultura arianas.Hitler pretendia, ainda, fazer da república alemã do Terceiro Reich uma síntese da pureza estética de Atenas, da virtude bélica de Esparta e da supremacia da antiga república do Império Romano. O filme dedica ainda um bom tempo à demonstração da perseguição e eliminação dos judeus como parte do processo de purificação, não só da raça, mas de toda a cultura, mostrando o processo de extermínio.Vale a pena conferir nas locadoras. sábado, 3 de maio de 2008
Duplicidade - Filme francês aborda psicológico humano de irmãos gêmeos em profundidade
Instigante e de muito supense, esse filme nos revela como os atos que ocorrem na infância influenciam diretamente na formação de nossa personalidade adulta.Apesar de possuir um tempo lento que às vezes nos leva ao sono, esse suspense é profundo e intrigante. E ainda possui um surpreendente final que nos comove, choca, e leva à reflexão ao mesmo tempo.Vale a pena conferir nas locadoras. Segue a síntese para os mais apressados.
Após ter crescido, constituído família e ter sido educado num orfanato, Mathias se surpreende com a notícia de que sua mãe morreu recentemente e de que ele tem um irmão gêmeo, Thomas. Descobre também que ele e seu irmão gêmeo estiveram juntos até os seis anos de idade, quando Mathias foi colocado no orfanato. Entretanto, Mathias não se lembra dessa época. Na medida em que passa o tempo tentando conhecer o “novo” irmão, Mathias vai se lembrando aos poucos de tudo que aconteceu quando ele e Thomas tinham apenas seis anos de idade. FICHA TÉCNICA:
Título do Filme:Duplicidade
Título Original:Duplicity /Trouble
Censura:16 anos
Idiomas (dos DVDs):Inglês e Português
Legendas (dos DVDs):Português
Formato de tela:Widescreen
Diretor: Harry Cleven
Ator(es):Benoît Magimel, Natacha
Régnier, Hannah Novak e Olivier Gourmet
Duração:95 minutos
Ator(es):Benoît Magimel, Natacha
Régnier, Hannah Novak e Olivier Gourmet
Duração:95 minutos
terça-feira, 29 de abril de 2008
XXY - Filme franco-hispano-argentino discute questão da identidade humana
Polêmico e inusitado, esse filme argetino da diretora Lucía Puenzo aborda a complexa questão da identidade cultural e sexual humana.O mote para abordar o assunto é o hermafroditismo da personagem principal Alex (Ínes Efron), de 15 anos de idade, que cresce criada como uma mulher, apesar de possuir os dois sexos.Alex chega a adolescência e, então, com o aflorar dos hormônios e o despetar da sexualidade abri-se a questão de qual será a preferência sexual de Alex.Uma metáfora para a complicada busca da identidade na adolescência."XXY" ganhou o prêmio da Semana da Crítica no Festival de Cannes em 2007 e foi escolhido como representante da Argentina na disputa por uma indicação ao Oscar de melhor filme em língua estrangeira, mas acabou não sendo selecionado.O filme está em cartaz na Sala de Arte da UFBa, localizada no Pavilhão de aulas do Canela - PAC.Estudantes, funcionários e professores da UFBa têm desconto promocional no preço do engresso (R$ 4,00).Informações Técnicas
Título no Brasil: XXY
Título Original: XXY
País de Origem: Argentina / França / Espanha
Gênero: Drama
Classificação etária: 16 anos
Tempo de Duração: 86 minutos
Ano de Lançamento: 2007
Estréia no Brasil: 29/02/2008
Site Oficial: http://xxylapelicula.puenzo.com/mai n.htmlEstúdio/Distrib.: Imovision
Direção: Lucía Puenzo
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Antologia de poesias do escritor Ruy Espinheira Filho

Muitos já anunciaram a morte da poesia nos dias atuais, mas, ao contrário do que muitos proclamaram e outros tantos profetizaram, a poesia permanece viva e atuante nesta época de domínio da indústria cultural e da obras produzidas para o consumo imediato e irrefletido da cultura de massa.Exemplo disso, é a recém-lançada nova edição da Antologia do poeta Ruy Espinheira Filho "Poesias reunidas e inéditos", pela Editora Record.Lançado em 1998, essa antologia poética retorna às livrarias numa nova edição.Ruy Espinheira além de poeta, é também jornalista, escritor, membro da Academia de Letras da Bahia e professor do Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia.
Cama de gato - Esse filme protagonizado por Caio Blat (ator global nas horas vagas) é real e absurdo.
Cama de Gato faz parte do movimento Trauma (Tentativa de Realizar Algo Urgente e Minimante Audacioso), uma espécie de resposta brasileira ao Dogma 95, este criado por um grupo de cineastas dinamarqueses que, em sua essência, buscava um cinema mais puro, sem iluminação artificial, trucagens, entre outros efeitos especiais.Apesar da tentativa de se aproximar do Dogma, Stockler e seu cinema acabam muito mais próximos de Larry Clark (de Kids e o recente Ken Park), não só pela estética visual, mas principalmente por retratar um grupo de jovens que não tem nenhuma perspectiva na vida.Cama de Gato é muito atual, porém o desfecho banaliza tudo o que se viu até chegar a ele. Enfim, um filme experimental.
FICHA TÉCNICA
Título original: Cama de Gato
Gênero: Drama
Ano: 2007
País de origem: Brasil
Duração: 92 min.
Classificação:18 anos
Língua: Português
Cor: Colorido
Som: Dolby Digital
Diretor: Alexandre Stockler
Elenco: Caio Blat, Cainan Baladez, Rodrigo Bolzan e Rennata Airoldi
terça-feira, 22 de abril de 2008
KIDS - Um retrato de uma geração
Filme que choca tanto quanto informa. E nos faz pensar.Retratando a realidade de vida da adolescência de Nova York, esse filme nos mostra a verdade de uma geração que, cética e desiludida, parece estar à deriva no mundo, expostos a grandes perigosos e rebeldias de causas indefinidas.A pertinência desse filme de 1995 é a sua atualidade.Hoje em dia, a juventude parece cada vez mais abandonada e sem norte, a mercê das regras das "tribos" urbanas em que anda.Buscando no consumo desenfreado (de drogas, de bens materiais, de pessoas etc.) um motivo para preencher a falta de uma ideologia de vida, esses jovens transgridem e excitam ao máximo a sua subversidade e desapego às regras do convívio social.Fazendo um paralelo do filme americano com a realidade brasileira, podemos afirmar como os inúmeros casos atuais de mendigos queimados, quadrilhas estelionárias de jovens de classe média, assassinos com todos os bens materias à sua disposição etc. nos fazem pensar que algo de errado está ocorrendo dentro da estrutura da instituição social da família nos dias de hoje.Assistam e comentem.Segue logo abaixo a ficha técnica do filme.
Ficha Técnica:
Título no Brasil: Kids
Título Original: Kids
País de Origem: EUA
Gênero: Drama
Classificação etária: 16 anos
Tempo de Duração: 96 minutos
Ano de Lançamento: 1995
Site Oficial: Estúdio/Distrib.: PlayArteDireção: Larry Clark
Assinar:
Postagens (Atom)

